Uma tecnologia ideal para países em desenvolvimento

Descentralizado, seguro e transparente. São essas as características que tornam o blockchain uma boa alternativa para governos de países em desenvolvimento ou com histórico de corrupção. Quem recomenda é um professor alemão

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As aplicações do blockchain para países em desenvolvimento são muito amplas. A tecnologia que deu origem ao bitcoin apresenta duas qualidades excepcionais para governos que têm dificuldades na gestão do dinheiro público. Em primeiro lugar, o blockchain é um livro de contabilidade virtual, descentralizado, que pode ser acessado por todos os usuários. Todos os registros, de todas as transações, são públicos, o que inibe a corrupção.

Além disso, a tecnologia garante um aumento da eficiência, porque permite o registro, em uma única plataforma, de diferentes bancos de dados. O blockchain pode ser usado para listar os aposentados e os pensionistas, por exemplo, ou os clientes de um banco público, ou os concorrentes de um processo de licitação.

Em um artigo sobre o tema, o professor e empreendedor alemão Philipp Sandner, do Frankfurt School Blockchain Center, lista essas e outras vantagens para os governos de países em desenvolvimento. Ele aponta, por exemplo, que programas sociais, como a venda de casas populares e a concessão de financiamento para estudantes de baixa renda, poderiam ser maximizados com o uso de uma rede totalmente transparente, e que não precisa de intermediários, com burocracia e taxas.

Outra vantagem, escreve Sandner, é a adoção de identidades virtuais unificadas. “Documentos digitais podem melhorar a vida das pessoas de forma expressiva”, diz ele. “Uma plataforma descentralizada aumentaria a eficiência das emissões de carteiras de motoristas e certidões de nascimento e casamento. As pessoas poderiam registrar seus filhos simplesmente usando aplicativos em seus smartphones”. Maior poder aos cidadãos, mais transparência e eficiência – esse é o tipo de revolução que o blockchain pode trazer.

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