Uma segunda camada para o blockchain

O protocolo Lightning Network permite a realização de micropagamentos de forma mais ágil e segura. Ainda em fase de teste, pode ajudar o bitcoin a ganhar escala, pois melhora o acesso de quem quer movimentar valores baixos

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As criptomoedas têm segurança porque se apoiam no princípio de que todas as operações realizadas são validadas pelo conjunto de usuários. É assim que funciona a tecnologia de blockchain, criada em 2008, para dar suporte ao bitcoin. 

Os dados são registrados em blocos impossíveis de alterar, porque uma única pessoa precisaria ter mais capacidade de computação do que a somatória dos integrantes de toda a rede. Essa proteção gera uma certa lentidão às transações – afinal, elas precisam ser validadas antes de serem registradas.

Mas e se existisse uma forma de realizar microtransações com mais agilidade? Uma espécie de segunda camada de blockchain, mais veloz, dedicada a trocas tão pequenas que não chamariam a atenção de hackers? Foi pensando nisso que os engenheiros Joseph Poon e Thaddeus Dryja desenharam o protocolo Lightning Network.

O objetivo deles era permitir que o blockchain ficasse mais rápido, mas sem perder a segurança. E ainda mais barato. Com esse novo sistema, as transações inicial e final, referentes a um canal de pagamento instalado dentro da rede, são lançados para o blockchain, mas não os micropagamentos que ocorrem neste meio tempo. Por esse motivo, chama-se essa solução de off-chain. Dessa forma, o Lightning Network pode ajudar o bitcoin a ganhar escala, pois pode melhorar o acesso de usuários que querem movimentar valores baixos.

O protocolo foi lançado em janeiro deste ano, e neste momento está em fase de testes. Dois provedores, TorGuard  e Blockstream, já aceitam, de forma experimental, pagamentos utilizando o Lightning Network. Para participar, basta abrir um canal de pagamento com outra pessoa. E, depois, começar a negociar. É o equivalente virtual a registrar um contrato em cartório. 

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