Surge um novo mundo para os direitos autorais

Tecnologia de blockchain garante que o compartilhamento da produção cultural e intelectual seja monitorado e cobrado, deixando de lado os intermediários. Artistas passariam a negociar direto com interessados em suas obras

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Um sistema global para registro de produção intelectual e cultural de todo tipo, que possa ser acessado em qualquer lugar do mundo. A cada vez que um leitor, ouvinte, espectador ou colecionador se interessa por uma obra, o autor recebe o valor em criptomoedas, retiradas da conta do comprador. Tudo numa plataforma distribuída e segura, que não pode ser fraudada ou hackeada.

É essa a revolução que o blockchain pode trazer para o mundo dos direitos autorais. A plataforma, base do sucesso do bitcoin, é inovadora porque pode comprovar a identidade do produtor, de maneira inquestionável e de difícil adulteração. A tecnologia permite também que o conteúdo seja negociado diretamente entre quem produz e quem consome, sem a necessidade de intermediários. 

Identidades virtuais, estabelecidas em plataformas distribuídas, seriam automaticamente negociadas com o suporte de contratos inteligentes, uma das áreas em que o desenvolvimento de aplicativos do blockchain está mais avançado. Esse tipo de rede também poderia alterar o sistema de registro de patentes de invenções, que seriam registradas em nível global. A empresa de advocacia P&TS, da Suíça, por exemplo, está atuando em parceria com a companhia alemã Bernstein Technologies para desenvolver uma plataforma virtual de registro de patentes.

Para artistas, a plataforma Binded  permite o registro de obras que ficam automaticamente seguradas em seus direitos. Já a Blocknotary  defende o copyright de fotos tiradas, por enquanto, com aparelhos iPhone.

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