Seu RG vai para o blockchain?

Certidões de nascimento, óbito, registros de imóveis, patentes. O blockchain simplificará a emissão de diversos documentos. No Brasil, o Serviço Federal de Processamento de Dados já estuda a utilização da tecnologia

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Diferentes serviços de registros públicos não costumam conversar entre si. Cada tipo de certidão ou registro tem sua própria forma. Isso torna possível, por exemplo, a emissão de até 27 RGs diferentes, um em cada estado da federação.

O problema não tinha uma solução à vista porque nenhum dos órgãos que gerencia a emissão desses documentos tem interesse em abrir mão da própria autonomia, em nome de um órgão central, que possa gerenciar todos os sistemas. O blockchain resolve esse desafio ao oferecer uma tecnologia descentralizada e, ao mesmo tempo, capaz de criar um banco de dados único e transparente.

O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) já considera adotar o blockchain. “A tecnologia de blockchain está sendo amplamente discutida na empresa e com os nossos clientes. Existem várias possibilidades de uso e aplicação e o Serpro já está com alguns projetos em andamento que, em breve, serão implementados e divulgados”, afirmou recentemente, em entrevista para o site Crypto ID, Glória Guimarães, presidente do Serpro, a maior empresa pública de prestação de serviços em tecnologia da informação do Brasil.

O próprio Serpro lidera outros esforços de digitalização de cadastros e registros no país. Desenvolveu a CNH Digital e está finalizando o Neo ID, um serviço de certificação digital pela nuvem que pode ser acessado por meio de aplicativo.

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