Seu histórico médico em um só lugar

Governo da Estônia usa blockchain para criar um cadastro unificado de consultas e exames de todos os moradores do país. Outros países também trabalham para criar um só registro médico, totalmente seguro

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A disseminação dos computadores e o desenvolvimento da internet transformaram os antigos registros médicos em papel em arquivos compartilháveis. O problema é que os sistemas de diferentes hospitais e centros de saúde não conversam entre si. 

Só na cidade americana de Boston, por exemplo, existem 26 diferentes sistemas de registro de dados médicos. E assim o histórico dos pacientes costuma ficar distribuído em diferentes arquivos, em diferentes locais. Isso até a chegada do blockchain.

Com essa nova tecnologia será possível construir um arquivo único, acessível por diferentes pessoas e instituições autorizadas pelo paciente. Esses dados seriam mantidos em uma rede descentralizada e criptografada, praticamente impossível de ser adulterada. 

Foi o blockchain que garantiu o sucesso do bitcoin, ao permitir a transação de informações sem intermediários e de forma segura, com criptografia. Essa tecnologia pode facilmente ser adotada para criar arquivos médicos fáceis de acessar, seguros e sem burocracia.

Existem várias iniciativas nesse sentido. Uma delas é a Medicalchain, que já mantém um cadastro de pacientes, médicos, hospitais, laboratórios e seguradoras. 

Na Estônia, um sistema semelhante está sendo adotado para todos os cidadãos e moradores do país, com o objetivo de simplificar e agilizar o acesso e garantir, por exemplo, que uma pessoa que se acidente longe de casa tenha seus dados médicos e informações importantes facilmente acessíveis. 

Neste momento, 95% das informações de saúde de 97% dos cidadãos da Estônia já estão digitalizadas e registradas em redes de blockchain e 99% das receitas médicas são emitidas apenas digitalmente.
 

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