Qual o futuro do blockchain?

Pesquisa do Parlamento Europeu prevê que nos próximos anos o blockchain será uma das principais interfaces entre humanos e máquinas. O link será por meio das redes conectadas, reguladas por contratos automáticos e sem intermediários

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Imagine o dia em que os carros autônomos já sejam uma realidade e tenham se tornado um transporte comum. Um grupo deles poderá funcionar como táxis. Todas as corridas, 24 horas por dia, sete dias por semana, seriam registradas em um banco de dados virtual, global e descentralizado. Os passageiros carregam as próprias identidades virtuais, e pagam pelas corridas com criptomoedas. Todas essas operações são documentadas de forma permanente. Esse é só um exemplo de como o blockchain será usado no futuro, interligado a diferentes setores. 

A projeção é do Serviço de Pesquisa do Parlamento Europeu, em um projeto divulgado no ano passado. Resumidamente, o estudo defende que a tecnologia que dá vida às criptomoedas atuará como a principal interface entre seres humanos e máquinas. 

Blockchains são cadeias de dados, agrupadas em blocos, e praticamente impossíveis de serem adulteradas, uma vez que a transação é validade pelo conjunto dos usuários. Começou com as criptomoedas, depois deu vida aos contratos inteligentes, os sistemas automáticos em que duas partes concordam com uma transação de dados e valores, sem a necessidade de nenhuma intermediação. 

Levada ao limite, essa tecnologia promete, segundo o Parlamento Europeu, promover uma revolução. As “organizações autônomas descentralizadas” estarão espalhadas de diversas maneiras: de contratos inteligentes a séries automatizadas de regras de governança. Tudo com blockchain. “Uma organização autônoma descentralizada e automatizada poderia fazer a mediação entre seres humanos, sem deixar de ser uma organização norteada por princípios humanos”, diz o relatório. 

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