Qual a diferença entre blockchain público e privado?

As cadeias de blocos de dados mais tradicionais (e comuns) são públicas e descentralizadas. Já os blockchains privados são gerenciados por proprietários, que têm controle sobre os usuários que fazem parte do sistema

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Originalmente, todo blockchain era público. A tecnologia que surgiu para dar suporte ao bitcoin consiste em um grande livro de contabilidade global, distribuído por computadores ao redor do mundo. Ninguém é proprietário da rede, e todo acréscimo de dados precisa ser validado pelo conjunto dos usuários. Nos últimos anos, o blockchain se mostrou muito útil para fazer o registro de todo tipo de transação com valor financeiro, desde o compartilhamento de músicas até o monitoramento de cadeias de logística.

Mas muitas empresas se mostram receosas em documentar seus dados, ou os dados de seus clientes, em cadeias de blocos de informação que não têm dono, nem podem ser controladas. Daí surgiram os blockchains privados. Eles consistem, basicamente, em aplicações em nuvem, que agregam uma das maiores qualidades do blockchain: a criptografia, que garante que os registros, uma vez validados, não possam mais ser alterados.

A diferença é que esses sistemas privados têm um proprietário, que fornece acesso a uma lista restrita de usuários. Quando várias empresas se aliam para criar um sistema de blockchain (por exemplo, diferentes fornecedores que trabalham com um mesmo cliente), surgem os consórcios de blockchain. 

Mantidas por um grupo de companhias, essas redes privadas podem ser abertas para usuários externos, mas o mais comum é que apenas pessoas previamente autorizadas tenham acesso às transações registradas ali.

Como diz Brian Forde, diretor de Criptomoeda Digital do Laboratório de Mídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT): “Blockchain privado é intranet. Blockchain público é a internet”.

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