Por que os preços do bitcoin oscilam tanto?

Não é uma bolha, alegam os especialistas Christopher Zechendorf e Daniel Krawisz. A primeira criptomoeda do mundo oscila segundo um padrão que determina que, no longo prazo, sua cotação continua aumentando há anos

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Primeiro os valores disparam. Depois, se mantêm num nível muito elevado, por várias semanas. E então, despencam. Foi assim que o bitcoin se comportou em 2017. Isso significa que a primeira criptomoeda, a mais utilizada do planeta, é apenas uma bolha? Não.

Como o analista Christopher Zechendorf lembra, o bitcoin segue um padrão.

A cada vez que o preço sobe muito, ele pode até cair depois, mas não volta ao patamar anterior. Ele fica mais alto, e estabiliza assim por algum tempo. Foi o que aconteceu, por exemplo, em 2011. Na época, a cotação disparou, de 1 bitcoin valendo 1 dólar, para 1 bitcoin custando 25 dólares. Em 2017, já havia alcançado um nível bem mais elevado, e oscilou de 1000 dólares para mais de 10 mil dólares.

“Acredito que o valor do bitcoin está subindo porque ele é um bem que não pode ser censurado nem controlado, e que conta com um valor fixo de unidades”, diz o analista, “muito parecido com o que acontece com toda moeda conhecida da humanidade.

O Instituto Satoshi Nakamoto, fundado pelo desenvolvedor Daniel Krawisz, já explicou, em 2014, por que o bitcoin não é uma bolha: “Bitcoins praticamente não têm outro uso a não ser um meio de trocas. O fato de que o bitcoin tem uma cotação, qualquer uma, é uma evidência de que existe um efeito real provocado por ele”, diz Krawisz. “Qualquer demanda por bitcoin é suficiente para reforçar sua função como moeda de troca. Se a demanda continua a crescer, então o bitcoin se torna um meio de troca ainda melhor. Não existe um fim desse processo, porque o valor primário do bitcoin é o próprio efeito de rede que ele provoca”.

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