O varejo adere ao blockchain

Seis em cada 10 grandes corporações mundiais trabalham em projetos de blockchain. A gigante do varejo Walmart se uniu a IBM para desenvolver sistemas que garantem a segurança tanto dos produtos que comercializa como de seus estoques

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Uma pesquisa do instituto americano Juniper Research registra que em cada 10 grandes corporações mundiais, seis já trabalham em projetos de blockchain. Muitas delas estão no setor de varejo. É o caso, por exemplo, do Walmart, que desenvolveu duas iniciativas em parceria com a IBM. Qual o objetivo? Utilizar o banco de dados descentralizado e criptografado para melhorar sua cadeia logística e o atendimento ao consumidor.

O Walmart atua em parceria com fornecedores de peso, como Unilever, Nestlé e Dole, para encontrar maneiras de monitorar a produção e a distribuição de alimentos e identificar com antecedência, por exemplo, a existência de produtos oriundos de locais que apresentam algum tipo de risco para a saúde. Atualmente é preciso esperar semanas para identificar se uma determinada matéria-prima, proveniente de alguma região específica, está sujeita a contaminação, ou se frangos de uma certa área sofreram algum tipo de contaminação, por exemplo. O Walmart já monitora dois produtos específicos por sistemas de blockchain: mangas mexicanas e porcos chineses. O objetivo é expandir para cada um dos milhares de produtos adquiridos dos mais variados pontos do planeta.

Sistemas baseados em tecnologia de blockchain, segura e descentralizada, poderiam ser utilizados também dentro dos estoques, para garantir que os produtos sejam distribuídos dentro da validade. E ainda ajudariam a monitorar reclamações posteriores dos consumidores – atualmente a investigação para localizar a parte da cadeia logística onde surgiu um problema demora várias semanas.
 

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