O blockchain pode transformar as redes sociais

O analista Sunny Dhillon, sócio do fundo de investimentos americano Signia Venture Partners, descreve o Kik, uma rede social que aumenta o poder dos usuários e permite que eles negociem pelo conteúdo que produzem

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“Quando olhamos para 2017, um dos acontecimentos mais marcantes do ano foi a emergência do blockchain como uma grande consciência coletiva”. Assim tem início a análise de Sunny Dhillon, da Signia Venture Partners, um fundo de investimentos dedicado, em especial, a startups e pequenas empresas (signiaventurepartners.com). Ele lembra que, na época do feriado americano de Ação de Graças do ano passado, mais de 300 mil pessoas aderiram à corretora de ativos digitais Coinbase.

Sunny Dhillon lembra que, neste momento, o blockchain vem sendo utilizado principalmente por indústrias interessadas com cyber segurança e pagamentos ágeis e à prova de fraudes. Mas ele argumenta: a tecnologia pode ser muito útil para as redes sociais.

“Nós consumimos mídia social em um punhado de plataformas que alcançaram escala massiva: Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn e Pinterest, entre outros”, ele descreve. “Essas redes dependem de modelos de negócio baseados em anúncios, de forma que usuários, criadores de conteúdo e plataformas são recompensados de forma desigual”. Quem produz conteúdo, aliás, não costuma receber nem um centavo.

O blockchain tem potencial para mudar esse cenário. A cadeia de blocos de dados, descentralizada e criptografada, permite estudar como os usuários interagem com o conteúdo, e beneficiar os produtores com base nessas informações. É o que vem tentando, diz o analista, um aplicativo de chat entre adolescentes, baseado em blockchain e chamado Kik Messenger.

Desenvolvido no Canadá, o aplicativo tem o objetivo de permitir que os próprios usuários produzam conteúdo e os comercializem da maneira que quiserem, utilizando a criptomoeda do próprio aplicativo.

Além disso, o Kik permite o desenvolvimento de ações de marketing ultrafocadas, direcionadas especificamente para cada um dos usuários. “A esperança do Kik é gerar valor tanto dentro do aplicativo quanto valor no mundo real”, diz Sunny Dhillon.

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