Não é brinquedo não: a Atari adere ao blockchain

A companhia francesa anunciou em fevereiro que vai lançar a criptomoeda Atari Token, criada baseada na tecnologia de blockchain. Ela será utilizada dentro da plataforma de games. Uma bela forma de a empresa se reinventar

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Mais de três décadas depois de fundar o mundo dos games, a Atari está tentando se reposicionar no mercado. Para isso, prepara uma plataforma digital, que vai fazer parte de uma ampla gama de novos produtos. Em 2018, é inevitável que um novo universo virtual tenha sua própria criptomoeda. É exatamente o que vai acontecer.

O mercado reagiu bem: logo depois do anúncio de que está em desenvolvimento a moeda Atari Token, as ações da companhia subiram 60%. A criptomoeda está sendo criada baseada na tecnologia de blockchain, o banco de dados virtual descentralizado e protegido. Para realizar a empreitada, a empresa, que surgiu na Califórnia e hoje pertence a um grupo francês, fechou uma parceria com a desenvolvedora Infinity Networks.

A tecnologia de blockchain pode ajudar a dar um novo impulso para a empresa, que, entre 1972 e 1984, deu origem ao universo dos jogos eletrônicos, primeiro com as máquinas com os games Pong e Breakout, e depois com o console para uso doméstico, o Atari 2600. Pela reação do mercado, essa tentativa de retomada tem potencial para dar certo.

Em coerência com o novo cenário mundial, a plataforma da Atari, que ainda não tem data para ser lançada, deverá incluir não apenas games, mas também filmes e música. Há também boatos de que a empresa pretende lançar uma segunda criptomoeda, a Pong Token, para ser usada dentro de cassinos virtuais.

 

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