Jornalismo pode se beneficiar do blockchain

A tecnologia por trás das criptomoedas pode ser uma poderosa aliada da mídia contra seu atual maior inimigo: as fake news. Como registra todo o tráfego de informações, o blockchain pode apontar os produtores falsos de conteúdo

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O jornalismo comeu o pão que o diabo amassou com o crescimento da internet. O ataque se deu em diversas frentes: desde o surgimento de outros tipos de fontes de informação, mais variadas e democráticas, até a pulverização das verbas publicitárias por diversos ambientes digitais. Mas tudo indica que agora o jornalismo vai ganhar um poderoso aliado contra seu atual inimigo, as fake news. Com blockchain, é possível registrar o tráfego de informações, de maneira descentralizada e inviolável, o que representará um problema e tanto para os produtores e os disseminadores de notícias falsas.

É nisso que aposta David Moore, que levou mais transparência ao governo americano ao manter a plataforma OpenCongress.org, um portal que abria para o público as negociações que acontecem no Congresso americano e o trabalho dos lobistas em Washington. 

Agora Moore trabalha no desenvolvimento de uma plataforma de notícias validadas pela rede de blockchain – e que poderiam ser recompensadas com o pagamento de criptomoedas. A plataforma resolveria dois problemas: estimularia os profissionais comprometidos com notícias confiáveis e apresentaria uma solução diante da dependência dos anunciantes. A primeira experiência do empresário, utilizando a tecnologia, será um site chamado Sludge, que vai registrar os bastidores do Congresso americano, desta vez não só com documentos, mas também com reportagens de fôlego.

Não é uma iniciativa isolada. A incubadora de softwares baseados em blockchain ConsenSys investiu 5 milhões de dólares no desenvolvimento de uma plataforma de notícias chamada Civil, que deverá ir ao ar ainda neste ano. E assim o mercado de notícias se apoia na tecnologia do futuro em busca de uma luz no fim do túnel.

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