Nada do que foi será na nova internet

No início da internet, a onda eram os protocolos abertos controlados pela comunidade. O segundo grande movimento da web trouxe a centralização. Agora, com o blockchain, a tendência é algo bem semelhante à origem da rede

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A letra da canção “Como Uma Onda”, de Lulu Santos e Nelson Motta, se encaixa como uma luva aos movimentos constantes da web: nada do que foi será do jeito que já foi um dia. A internet está ingressando em seu grande terceiro momento, tão revolucionário quanto os anteriores. Desta vez, o sacode atinge as transações comerciais. É o que afirma o empreendedor americano Chris Dixon, em artigo publicado no Medium. “Durante a primeira era, da década de 1980 até o início dos anos 2000, os serviços de internet foram construídos sobre protocolos abertos controlados pela comunidade da internet”, escreve Dixon, lembrando que, na época, as plataformas centralizadas, como o portal AOL, perderam espaço para grandes conglomerados que estimulavam a descentralização, como Google, Amazon, Facebook, LinkedIn e Youtube.

Na segunda fase da rede, diz o empreendedor, o movimento de centralização se fortaleceu, e as próprias empresas que representavam a descentralização passaram a criar serviços e aplicativos centralizados. “Ficou muito mais difícil para startups, desenvolvedores e outros grupos aumentar sua presença na internet sem se preocupar com plataformas centralizadas”

O blockchain, diz Chris Dixon, vai mudar essa realidade. A plataforma descentralizada, cuja segurança é garantida pelo conjunto de usuários, vai recuperar a vocação inicial da rede mundial de computadores. “A internet é o estágio mais avançado de uma rede baseada em softwares. Computadores conectados à internet são livres para rodar quaisquer programas que seus proprietários escolham. Com os incentivos adequados, qualquer coisa que possa ser sonhada seria rapidamente propagada na internet.”

É aí que entra a importância da criptografia. “As redes criptografadas levam seus participantes na direção de um objetivo comum, que é o crescimento. Esse alinhamento é um dos principais motivos pelos quais o bitcoin continua a desafiar os céticos e a florescer, mesmo quando novas criptomoedas, como a ethereum, vêm crescendo em paralelo.”

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