IBM reúne gigantes do varejo em torno do blockchain

Projeto que pretende melhorar a segurança alimentar no mundo conta com a participação de Nestlé, Unilever e Walmart. A iniciativa pode identificar falhas na cadeia de logística que provocam a contaminação dos alimentos

4.jpg

O que a IBM tem em comum com grupos como Dole, Driscoll’s, Golden State Foods, Kroger, McCormick and Company, McLane Company, Nestlé, Tyson Foods, Unilever e Walmart? Todas essas empresas se aliaram para fortalecer a cadeia global de distribuição de alimentos, em um projeto para o qual a tecnologia de blockchain é crucial.

Anunciado em agosto passado, o projeto tem o objetivo de melhorar o monitoramento dos alimentos, desde a produção, passando pela distribuição e o consumo. Chamado Food Trust, o projeto se utiliza da mesma base tecnológica que deu origem ao bitcoin.

Blockchain é um grande banco de dados, público e inviolável, no qual podem ser registrados arquivos digitais de todo tipo. Cada item guardado no blockchain é datado e leva uma assinatura, formada por uma sequência de letras e números.

Essa ferramenta pode ser utilizada, por exemplo, para reduzir o número de pessoas que ingerem alimentos contaminados. Pesquisas mostram que 10% das pessoas no mundo ficam doentes todos os anos por esse motivo e 400 mil morrem. Se a cadeia inteira for monitorada, será mais fácil identificar pontos de contaminação, conter o problema e prevenir outros incidentes. Esse tipo de objetivo ajudou a atrair as grandes indústrias de alimentos para o projeto.

“Diferentemente de qualquer outra tecnologia, o blockchain está transformando a maneira como organizações com ideais parecidos se unem e estabelecem um novo nível de confiança”, diz a gerente-geral da IBM Blockchain, Marie Wieck.

Blockchain Festival