IBM e Maersk querem revolucionar a logística

A maior empresa de transporte naval de contêineres do mundo procurou a IBM para criar um sistema de blockchain. O objetivo é construir uma cadeia compartilhada de monitoramento em que todos os envolvidos tenham acesso

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Desde que os primeiros contêineres foram introduzidos no mercado de transporte de cargas, em 1956, a logística mudou muito, mas continua com alguns métodos arraigados. Parte da documentação das entradas e saídas dos produtos em navios, trens e alfândegas foi digitalizada, mas não de forma sistemática. Além disso, cada país adotou um sistema próprio, o que, em alguns casos, fez aumentarem a burocracia e os custos. A IBM e a Maersk estão trabalhando para mudar isso. 

De origem dinamarquesa, o grupo Maersk reúne empresas nos setores de transporte, logística e eletricidade. No transporte naval de contêineres, é a maior empresa do mundo. Agora, a companhia firmou uma parceria com a IBM para introduzir um sistema de rastreamento de carga que não é apenas digital. É distribuído e totalmente seguro, porque se apoia na tecnologia de blockchain.

Com esse sistema, todos os parceiros que compõem uma cadeia de logística terão acesso às informações sobre cada passo do transporte de matérias-primas, maquinários e produtos, em cada um dos muitos países por onde trafegará a carga rastreada.

Anunciada em janeiro, a plataforma está em fase de testes por um número restrito de parceiros da Maersk, selecionados ao demonstrarem interesse em utilizar o blockchain para melhorar seus processos. 

O sistema automatizado vai reduzir a papelada e pode gerar uma queda nos custos logísticos de aproximadamente 10%. Isso significa que se o blockchain fosse adotado por todo o comércio global poderiam ser economizados anualmente cerca de US$ 180 bilhões. Depois de finalizados os testes, o sistema elaborado pela IBM para a Maersk entrará em fase de regulamentação junto aos órgãos governamentais envolvidos.

 

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