Google e Facebook vetam anúncios de criptomoedas

As duas gigantes americanas anunciaram neste ano novas políticas que visam retirar de suas plataformas propagandas de produtos financeiros não-regulados. Com isso, não serão mais aceitos anúncios de criptomoedas e afins

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Duas gigantes da internet dão claros sinais de incômodo com o crescimento do mercado de criptomoedas e da quantidade de ofertas públicas iniciais de moedas (ICOs). Primeiro foi o Facebook, em janeiro, e depois o Google, em março. As duas empresas vetaram, em suas plataformas, anúncios de moedas virtuais e produtos relacionados a elas.

“Estamos constantemente atualizando nossas políticas à medida que vemos o surgimento de novas ameaças”, disse o Google em comunicado, ao apresentar a atualização da política de serviços financeiros, que inclui a restrição a “produtos não-regulados ou especulativos como opções binárias, criptomoedas e mercados de divisas.” A medida entra em vigor em junho deste ano.

Argumento semelhante foi adotado pelo Facebook, que defendeu a retirada de “produtos financeiros e serviços frequentemente associados com práticas promocionais enganosas ou falsas, como opções binárias, ofertas iniciais de moedas ou criptomoedas.”


As duas empresas vinham sendo pressionadas por grandes anunciantes, que responderam, em 2017, por 60% dos investimentos em publicidade digital. Eles pediam a remoção de material considerado questionável ou ilegal. A dificuldade dos países para reconhecer a legalidade das criptomoedas serviu como argumento para considerar que esses anúncios estimulavam o desenvolvimento de um mercado volátil e arriscado.

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