Faculdades começam a dar atenção ao blockchain

Centros de ensino brasileiros passam a oferecer cursos sobre a tecnologia por trás das criptomoedas. Um grupo de estudos se destaca, o Blockchain Insper, que vem agrupando reflexões sobre o potencial dessa nova forma de realizar transações

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Seguindo uma tendência internacional, o blockchain chegou às faculdades do Brasil. Diferentes universidades vêm inserindo o universo referente às criptomoedas em seus cursos de graduação e pós-graduação.

Existe, por exemplo, um programa de mestrado com ênfase em criptomoedas na Fundação Getulio Vargas. A FGV também oferece uma disciplina optativa sobre o assunto em seus cursos de economia.

Já a Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), de São Paulo, oferece um curso indicado para profissionais do mercado financeiro e dedicado a apresentar as bases da tecnologia. No ano passado, a Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) incluiu as criptomoedas como tema adicional da disciplina eletiva de Derivativos.

Também surgiu, em setembro passado, uma entidade estudantil dedicada às moedas virtuais, o Blockchain Insper. Trata-se de um grupo de estudos do Insper com características de empresa júnior. O objetivo é consolidar os debates sobre a tecnologia e suas aplicações práticas. O grupo já atraiu parceiros, em especial startups, como a MAR Venture, a Mosaico Digital Assets e a Beetech.

Como parte das reflexões sobre essa nova tecnologia, o Insper realizou, em novembro, um seminário para debater as potenciais disrupturas geradas pelo blockchain, seus desafios legais e regulatórios e as formas como os agentes reguladores e a sociedade estão se preparando para essa inovação.

Todo esse interesse se justifica pelo grande impacto que o blockchain, sistema que dá suporte às criptomoedas, terá na economia em um futuro bem próximo. Esse banco de dados descentralizado e criptografado que gera segurança e transparência ao bitcoin pode ser aplicado a todo tipo de transação entre pessoas, empresas e instituições governamentais. Isso o torna uma tecnologia que tem despertado interesse em empresas de todos os setores e tamanhos.
 

 

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