Corretoras de criptomoedas crescem no Brasil

Em 2017, as corretoras registraram um crescimento de 1400% em faturamento. A tendência é seguir nessa progressão acelerada, aumentando suas carteiras de clientes em até 150% até o fim de 2018  

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As empresas que negociam criptomoedas no Brasil estão vivendo um boom no número de clientes e nos valores negociados. Veja o caso da Mercado Bitcoin. A corretora surgiu em 2011 e alcançou, em 2017, a marca de 1 milhão de clientes, que movimentaram 4,5 bilhões de reais. A meta, para 2018, é alcançar os 2,5 milhões de usuários, com 50 bilhões de reais em valores movimentados.

As corretoras transformam as moedas virtuais em dinheiro tradicional. Para comprar e trocar criptomoedas dentro das plataformas de blockchain existem sites e softwares gratuitos. Quem compra e quem vende sabe que está atuando em uma estrutura segura, descentralizada, que exige validação por todo o conjunto de usuários. 

Outra grande corretora brasileira, a FoxBit, usa uma base de dados diferente da utilizada pela Mercado Bitcoin. Seus registros apontam que a movimentação de criptomoedas no país costumavam triplicar anualmente, entre 2011 e 2016. Em 2017, esse número saltou 1400%. Na FoxBit, a compra mínima é de 250 reais, mas a média de aquisições fica na casa dos 10 mil reais.

“No aspecto legal, tivemos grandes avanços. Diversos países se posicionaram em relação ao bitcoin, sendo o principal deles o Japão”, disse, em entrevista à revista Exame, o CEO do Mercado Bitcoin, Rodrigo Batista. Já Marcos Henrique, sócio da FoxBit, também deu seu depoimento e chamou a atenção para alguns cuidados que o investidor precisa tomar: “As pessoas têm de entender que bitcoin continua sendo um investimento agressivo, de risco”, afirmou. “Pressupõe uma adaptação à tecnologia, um conhecimento de como guardar suas moedas de forma segura contra possíveis ataques. Também pressupõe um planejamento de longo prazo para o investimento. Assim, se o bitcoin despencar não deve prejudicar todas as suas finanças pessoais.”

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