Como o blockchain pode ajudar o mundo a fazer caridade

BitGive e outras fundações dão início à era da assistência social de alcance global e imune à corrupção. Tudo isso, graças à tecnologia blockchain, que permite um relacionamento transparente e seguro entre doadores e ONGs

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Quer doar dinheiro para caridade, mas não tem certeza se os valores vão chegar às pessoas que realmente precisam? Por que não, então, enviar valores para uma fundação que usa uma plataforma à prova de fraudes? Esse raciocínio levou ao desenvolvimento de uma das primeiras grandes aplicações práticas das criptomoedas, poucos anos depois que elas surgiram: o uso de sistemas virtuais para ajudar pessoas vítimas de guerras, de desastres naturais ou de governos desorganizados e corruptos.

A Fundação BitGive, uma das pioneiras nesse ramo, surgiu em 2013, apenas cinco anos depois do lançamento da plataforma blockchain e de seu primeiro desenvolvimento, o bitcoin. O trabalho da entidade foi reconhecido logo no ano seguinte, quando a BitGive foi reconhecida como uma organização séria pelo governo dos Estados Unidos.

A fundação recebe doações em criptomoedas, mas também em moedas tradicionais, e registra a forma como os valores foram utilizados. Dessa maneira, o monitoramento é totalmente aberto e transparente, o que fortalece o relacionamento da ONG com seus doadores, e também da fundação com relação às entidades que auxilia.

Uma das iniciativas já realizadas pela BitGive é a construção de poços artesianos perto de postos de saúde e escolas do Quênia. A iniciativa, chamada The Water Project, contou com um levantamento de fundos em crowdfunding, usando a plataforma baseada em blockchain. A estrutura tecnológica descentralizada também permite arrecadar e distribuir rapidamente, no caso de tragédias naturais – foi assim que US$ 4.850 foram levantados, em apenas um dia, logo no início do furacão Haiyan, que avançou sobre as Filipinas, em 2013.

 

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