Como a tecnologia pode mudar o mercado de maconha legalizada

Diversas startups nos Estados Unidos e no México investem em serviço de cadastro e monitoramento de produtores e consumidores. Além disso, o pagamento pela compra da droga pode ser feito também com criptomoedas

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Enquanto a venda de maconha legalizada é regularizada em diferentes países e em vários Estados dos Estados Unidos, seus distribuidores buscam maneiras de profissionalizar o negócio, de um jeito que os distancie da imagem dos traficantes de drogas. O blockchain oferece uma alternativa para esse desafio. Com um banco de dados descentralizado, praticamente impossível de adulterar, capaz de cadastrar e monitorar tanto produtores quanto consumidores, ganha toda a cadeia de produção, que se torna mais profissional e transparente.

Nos Estados Unidos, por exemplo, uma série de startups vem investindo em sistemas de monitoramento da produção e da distribuição, incluindo a possibilidade de cobrar pelos produtos em criptomoedas. É o caso da Tokken, uma companhia especializada em serviços de pagamentos que utilizam a plataforma de blockchain. Os usuários de maconha medicinal podem abrir uma conta bancária virtual, e utilizá-la para comprar os produtos de lojas cadastradas, por enquanto no estado americano do Colorado. Até o fim do ano, a iniciativa deverá chegar a Porto Rico.

A Chex vai além, e fornece um aplicativo para distribuidores licenciados de toda a costa do Pacífico dos Estados Unidos negociarem diferentes produtos entre si. A empresa foi criada em 2015, e trabalha para estimular não só a venda de maconha no lugar de medicamentos equivalentes e tradicionais da indústria farmacêutica, como também para desenvolver o uso da planta com matéria-prima para a produção de tecido.

Também já existem criptomoedas voltadas para esse público. A mais conhecida é a PotCoin, que pode ser utilizada em lojas de maconha medicinal previamente cadastradas. É um mercado que só tende a crescer.

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