Blockchain revoluciona o segmento do Airbnb

Depois de servir de base para uma nova opção de serviço de transporte, sem intermediários como a Uber, chegou a vez de o blockchain sacudir o segmento do Airbnb. A Bee Token criou uma plataforma de imóveis de temporada 

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Que tal encontrar acomodações e meios de hospedagem sem precisar de intermediários? Com o blockchain isso é possível. No lugar de solicitar informações a um serviço, como o Airbnb, e esperar que a plataforma apresente as opções, seria possível a pessoa enviar seu pedido e analisar por conta própria as respostas que os outros usuários do sistema enviarem.

Mas será que essas transações seriam confiáveis? Sem dúvida. Blockchain são bancos de dados distribuídos em rede. Ninguém é proprietário, nem tem poder para alterar as informações registradas. Se o anunciante garantir que o apartamento tem 60 metros quadrados, por exemplo, não será possível alterar o anúncio depois. Isso porque todos os registros são validados pelo conjunto dos usuários.

Algumas startups já começaram a apostar nessa novidade. É o caso de uma empresa que está sendo desenvolvida em São Francisco, nos Estados Unidos, por ex-programadores da Uber. A companhia, chamada Bee Token, acaba de finalizar sua oferta inicial de moedas (ICO, na sigla em inglês). Vai funcionar de forma parecida à do Airbnb, com a diferença de estimular o intercâmbio entre os próprios usuários – e o pagamento com criptomoedas.

A Bee Token não pretende cobrar os 15% de taxa do Airbnb. Vai ficar com, no máximo, 2% das transações. De onde virá o lucro? Da comercialização da tecnologia desenvolvida pela companhia. Para solucionar desavenças, todas as comunicações e as transações serão registradas com contratos eletrônicos inteligentes, transparentes e invioláveis.

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