Blockchain revoluciona as redes sociais

Grandes redes, como Facebook, Twitter e Instagram, lucram com a adesão de novos usuários. Com o blockchain, novas iniciativas de redes online podem dividir os ganhos entre seus integrantes

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As redes sociais dependem da adesão constante de participantes. Afinal, o Facebook não seria muito útil se apenas você o estivesse usando. “Uma rede social só se torna realmente valiosa em escala quando há muita gente participando”, lembra o analista Jeffrey Stern. Redes que estão no estágio inicial têm mais dificuldades para atrair novos integrantes. Aquelas que crescem e se estabelecem, automaticamente se tornam mais úteis para quem as integra. Mas quem ganha dinheiro com ferramentas sociais estabelecidas não são os usuários e, sim, seus proprietários. “As redes beneficiam os participantes socialmente, mas só os donos são beneficiados financeiramente”, diz o analista. O blockchain pode mudar isso. 

Blockchains são cadeias de blocos de informações. Não existem intermediários nem servidores centralizados. Assim, os participantes, em conjunto, validam todas as alterações, que ficam registradas em caráter permanente e inviolável. Essa tecnologia deu origem às criptomoedas. E essas moedas virtuais devem ajudar a resolver o desafio das redes sociais iniciantes de conquistar adesão. Isso porque pode surgir um benefício financeiro para participar, o que aumenta a capacidade de crescimento das novas redes e suas iniciativas.

A recompensa financeira soluciona também um segundo problema: a distribuição dos rendimentos gerados pelos usuários. Com o blockchain, diz o analista, “os participantes da rede podem reter os benefícios sociais, mas também os financeiros. A distinção entre usuários e participantes de uma rede descentralizada não é tão relevante.”
 

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