Blockchain revoluciona a indústria de alimentação

A tecnologia que deu origem ao bitcoin colabora com a cadeia de produção de alimentos, ao permitir que fornecedores e consumidores conheçam todos os passos do produto que será consumido. Desde o campo até a mesa

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Você entra em um restaurante e uma placa assegura: todos os produtos utilizados são orgânicos. Mas como ter certeza disso? Há grandes chances de o proprietário estar dizendo a verdade, mas ele pode ter sido enganado por um de seus fornecedores. De onde exatamente veio a comida? Em que condições foi plantada, colhida ou abatida, transportada e processada? Existe uma forma de saber tudo isso e essa forma atende por blockchain.

Blockchain significa cadeia de blocos. Trata-se de uma tecnologia que surgiu para garantir confiabilidade ao bitcoin, a primeira criptomoeda bem-sucedida do mundo. Numa cadeia de blocos criptografados, toda transação é validada pelos próprios usuários, e adulterar registros já aprovados é virtualmente impossível. Agora imagine que todas as etapas da logística dos alimentos sejam registradas em uma cadeia de dados desse tipo.

As cenouras podem vir da Califórnia. Os tomates, da China. O macarrão, dos Estados Unidos. O frango, da Índia. E o suco de abacaxi pode ser feito com frutas colhidas na Tailândia. Cada etapa do processo de produção e distribuição, de cada um dos alimentos, estaria registrado num sistema inviolável de banco de dados. Assim, você poderia saber em que momento a carne do frango, já congelada, chegou ao porto mais próximo da sua casa.

Para quem valoriza os produtores locais, o blockchain também pode ser muito útil. A procedência de um pé de alface usado na salada estaria registrada em uma espécie de certificado de autenticidade. É por tudo isso que a IBM vem trabalhando num projeto de blockchain para sistemas de logísticas de alimentos. 

Essas redes criptografadas seriam utilizadas não só por restaurantes, mas também por cadeias de supermercados. Algumas redes, como o Walmart, já colocaram em testes sistemas parciais, que garantem a origem de alguns dos produtos comercializados. No Brasil, já há iniciativas nesse sentido. A fabricante de alimentos BRF, o Carrefour e a IBM começaram os testes de um projeto de segurança de alimentos baseado em blockchain.

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