Blockchain é remédio para a indústria farmacêutica

A tecnologia oferece soluções para problemas do setor, como pirataria, roubo de cargas e registro de receitas de substâncias controladas. A primeira iniciativa da indústria, o MediLedger, já está em fase de teste nos Estados Unidos

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A indústria farmacêutica enfrenta dificuldades antigas. Produtos pirateados, registro de receitas para medicamentos controlados, roubo de cargas. Para todos esses problemas o blockchain tem uma solução viável. O banco de dados distribuído e criptografado pode ser utilizado para, por exemplo, criar cadastros confiáveis de pacientes que fazem uso de medicamentos controlados. A tecnologia serve também para monitorar toda a cadeia logística e garantir que lotes roubados ou adulterados sejam retirados do mercado. O resultado seria uma economia, para a indústria, de cerca de 200 bilhões de dólares só no mercado dos Estados Unidos.

Essas ferramentas são úteis tanto para a indústria quanto para as organizações governamentais da área de saúde. Por isso, é comum que os projetos de desenvolvimento de redes criptografadas aconteçam em parceria entre corporações privadas e órgãos públicos, como o FDA americano. Uma dessas iniciativas foi anunciada em setembro passado: o projeto MediLedger. Financiado pelas gigantes Genentech e Pfizer, o MediLedger, desenvolvido pela Chronicled, está testando um programa piloto de rastreamento de lotes de medicação. 

O objetivo é garantir que todos os envolvidos na cadeia de distribuição de produtos farmacêuticos, de funcionários de transportadoras a técnicos de hospital, registrem a entrada e a saída em sistemas de blockchain invioláveis. Seria um grande avanço na comparação com os softwares utilizados hoje pelas empresas, já que cada um tem uma linguagem própria, com baixo nível de segurança.

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