Blockchain, a nova plataforma para o e-esporte

Tecnologia que deu vida ao bitcoin pode garantir o futuro dos torneios de games, transmitidos online para um público enorme e muito fiel. Ela seria a solução para baratear as transmissões e terminar com instabilidades

14.jpg

Os esportes eletrônicos são um fenômeno. A transmissão de campeonatos de jogos online, ao vivo, para o mundo todo, reúne um público gigantesco e fiel. O maior especialista desse mercado, o site de transmissão Twitch.tv, tem picos de tráfego de internet maiores que os do Facebook e da Amazon. Seus espectadores passam, em média, 421,6 minutos por mês assistindo às transmissões. Isso é 44% mais tempo do que a média gasta no YouTube. A audiência das finais da terceira temporada do jogo League of Legends superou os 32 milhões de pessoas. É mais do que o número de espectadores das finais da NBA, a famosa liga americana de basquete. Em geral, são pessoas que praticam os games, mas há também as que gostam de assistir e acompanhar o desempenho dos jogadores de ponta.

Esse universo poderia ser ainda maior, não fossem alguns problemas. Realizar as transmissões é caro, assim como manter com segurança os bancos de dados de todos os jogadores. Casos de instabilidade durante as transmissões, por exemplo, são comuns. É aí que entra a tecnologia de blockchain, o banco de dados distribuído em cadeias de informações, descentralizada e criptografada.

Uma startup chamada Eventum está usando a tecnologia para melhorar e ampliar esse mercado, que já é expressivo. A plataforma desenvolvida pela empresa estimula os jogadores e os espectadores a reportar problemas na transmissão e suspeitas de perfis falsos.

Descentralizada, a cadeia de dados é mais segura, e menos sujeita a oscilações. A empresa lançou uma primeira versão de testes do aplicativo e, até o fim do ano, pretende apresentar um protótipo melhor elaborado.

Blockchain Festival