Cantora Björk adere ao blockchain

Ela sempre inventou moda. Novo álbum da cantora islandesa Björk será vendido em criptomoedas. Público também vai ganhar recompensas virtuais ao interagir com ela nas redes sociais ou adquirir ingressos para os show

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Aos 52 anos, a cantora islandesa Björk Guðmundsdóttir continua com o hábito de lançar moda. A artista, que causou ao aparecer vestida de cisne numa cerimônia do Oscar, segue inovando. Diante do enorme potencial do blockchain para dar aos artistas o controle total sobre a comercialização de seu trabalho, Björk está produzindo um novo disco em que a plataforma tecnológica vai estar no centro das atenções.

A artista buscou uma parceria com a startup britânica Blockpool para oferecer o disco em criptomoedas. Mas ela quer ir mais longe. Os fãs vão poder fazer um cadastro para receber recompensas em moedas virtuais a cada vez que interagirem com a cantora, seja participando de um show ou baixando suas músicas, ou ainda escrevendo posts sobre a artista ou seguindo suas redes sociais.

Essas recompensas poderão ser trocadas por outras moedas virtuais, mas também por prêmios ligados ao trabalho da cantora. E tudo isso vai funcionar numa plataforma de blockchain, a cadeia de blocos de dados, distribuída pela internet e que só pode ser alterada com a validação do conjunto dos usuários.
A estrutura tecnológica pode, em tese, permitir que os artistas negociem seu trabalho sem a intermediação de gravadoras e distribuidoras. Eles não precisariam nem mesmo de plataformas virtuais de distribuição. No momento em que coloca em prática esse projeto, Björk está dando um largo passo para que esse futuro se torne realidade.
 

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