Bancos de dados centralizados serão substituídos?

Descentralizados e com criptografia de ponta, os blockchains vão transformar o armazenamento de informações em rede. E além de muito mais segura, essa rede pode ser mantida mais facilmente e a um custo menor

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Tudo o que qualquer pessoa faz com sua conta bancária é registrado em algum lugar. Antigamente, eram arquivos em toneladas de papel. Nas últimas décadas, as informações sobre cada cliente e cada transação migraram para bancos de dados centralizados, que criam diferentes níveis de acesso, dependendo da autorização do usuário.

Esses sistemas são caros de manter – parte considerável desse custo é investido em sistemas de segurança, já que um hacker com acesso a milhares de contas bancárias poderia provocar uma verdadeira catástrofe. E o histórico mais remoto acaba sendo descartado.

“A questão é que usar um banco de dados convencional facilita fraude. A partir do momento em que a estrutura está distribuída, [fraudar o conteúdo] é praticamente impossível", declarou ao jornal Folha de S.Paulo, em abril de 2017, Paschoal Baptista, sócio da consultoria Deloitte. O blockchain oferece uma alternativa: uma rede em cadeia de blocos, em que cada inserção é validada pelos próprios usuários.

É seguro, porque qualquer tentativa de alteração precisa ser verificada. E mais barato, porque o banco de dados fica distribuído ao longo de toda a cadeia. Essa nova relação dispensa a necessidade de administrador – ou seja, para ficar no exemplo dos bancos, não seria mais necessário pagar parte das taxas, que hoje são aplicadas na manutenção dos dados em sigilo.

Algumas plataformas com essa tecnologia estão sendo desenvolvidas. É o caso da Siacoin, que usa o espaço subutilizado nos hard drives de seus usuários. As informações são mantidas em sigilo, por um pacote que envolve codificação e um contrato inteligente assinado por todos os participantes. Dessa forma, quem aluga espaço em seu HD não tem acesso aos dados armazenados ali. E recebe pagamento pelo serviço, na forma de uma criptomoeda chamada siacoin.

 

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