A revolução do blockchain vai passar na TV

Sistemas de televisão usando blockchain entram em testes em diferentes partes do mundo. Eles vão mudar a distribuição de vídeos, ao permitir que produtores de conteúdo comercializem suas obras diretamente para os espectadores

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A internet vai virar o mundo da televisão, de novo. O YouTube deu a todas as pessoas o poder de transmitir seus próprios vídeos. Já a Netflix, com a produção e distribuição de conteúdo por streaming, desbancou a estrutura tradicional formada por TVs abertas e pagas. O blockchain pode dar início a uma nova onda na distribuição de vídeos, programas jornalísticos ou peças de ficção.

Essa tecnologia deve protagonizar uma segunda inovação nas redes de distribuição de vídeo por streaming, no chamado mercado de Content Delivery Networks (redes de entrega de conteúdo). Esse segmento cresce ano a ano e já é formado em 67% por vídeo, com potencial para alcançar 82% em 2020, segundo a empresa de distribuição de vídeo online Theta Labs, que conta com a consultoria de um dos cofundadores do YouTube, Steve Chen. A Theta trabalha, neste momento, no desenvolvimento de uma plataforma de distribuição de vídeos usando blockchain.

Uma das diferenças em relação às plataformas tradicionais está no fato de o blockchain permitir que produtores de conteúdo comercializem seus programas diretamente com quem deseja ter acesso à obra, negociando por meio de criptomoedas. Hoje, o YouTube paga a seus donos apenas parte do que ganha com a distribuição dos canais. Mais de 4 000 youtubers, com mais de 500 mil assinantes, já foram convidados a participar da plataforma de vídeos LBRY. Existem várias outras iniciativas que têm o objetivo de levar a televisão para o blockchain, como Stream, Viewly e Livepeer. Não será nada surpreendente se alguma delas conquistar os telespectadores do mundo nos próximos anos.
 

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