A febre dos ICOs segue em alta

As ofertas públicas iniciais de moedas (ICOs) já arrecadaram mais de 3 bilhões de dólares, antes mesmo de o primeiro trimestre de 2018 acabar. Isso representa a metade do
total movimentado em 2017

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As ofertas públicas iniciais de moedas (ICOs, na sigla em inglês) não param. São números impressionantes, que mudam numa velocidade vertiginosa, tanto em quantidade de operações como em volume de dinheiro arrecadado. Em 2017, os 881 ICOs renderam 6,06 bilhões de dólares. Só até a primeira quinzena de março deste ano, esse valor chegou à metade: 3,03 bilhões de dólares. O levantamento foi realizado pelo site especializado Icodata. 


Essas quantias representam um movimento de expansão dos mais acelerados. Basta comparar: a soma dos ICOs realizados entre 2014 e 2016 alcançou 295 milhões de dólares. Em 2016, foram realizadas 64 ofertas públicas iniciais de moedas. Em 2017, o número chegou a 881.

Na medida em que crescem, as ofertas também vão amadurecendo em termos de regulação. Vito Petan, fundador da Icodata, considera que os procedimentos tendem a ganhar novas garantias e normas de segurança. Ele cita os critérios estabelecidos pela Autoridade Supervisora do Mercado Financeiro da Suíça, que considera existirem três tipos de ICOs: um para o lançamento de criptomoedas, um para o pagamento de contas e outros, mais sofisticados, focados em fornecer ativos. 

Cada uma deles, defende Petan, precisa ser submetido a regras específicas, para garantir sua confiabilidade. “Companhias como a Kodak e a Oversotk estão planejando realizar ICOs”, afirmou Petan em artigo. “Com as instituições e os fundos entrando no campo da regulação, o mercado de ICOs está prestes a se tornar muito diferente. Para melhor e para pior, vai começar a ficar bastante parecido com os mercados financeiros tradicionais”, afirma Vito Petan.

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