Projeto Alexandria vai formar uma grande biblioteca global descentralizada

Baseada na tecnologia de blockchain, a iniciativa permite aos autores de produtos culturais negociarem diretamente com os consumidores, e o melhor de tudo, em um ambiente com garantia de segurança e confiabilidade

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A Biblioteca de Alexandria, no Egito, é um grande exemplo dos riscos da centralização. Quando ela foi incendiada por tropas romanas, em 48 a.C., parte considerável do conhecimento acumulado pela humanidade até aquele momento se perdeu.

Pois agora, 21 séculos depois, a tecnologia de blockchain está servindo como suporte para um projeto que pretende realizar exatamente o oposto da centralização: garantir a distribuição de livros em nível global, sem um único local de armazenamento.

O Projeto Alexandria pretende reunir produtos culturais de diferentes formatos, principalmente livros e músicas. Com ele, os autores de obras culturais podem distribuir e comercializar, sem a necessidade de se apoiar em gravadoras, editoras ou lojas. Têm o poder de negociar diretamente com os consumidores, num ambiente de segurança e confidencialidade.

O blockchain, esse grande banco de dados virtual que garante a existência das criptomoedas, permite que a distribuição se dê com agilidade e transparência. Além disso, impede que os autores sejam censurados por seus governos – afinal, a obra estará distribuída ao longo de toda a cadeia virtual. Também permite que os criadores recebam valores mais justos, já que não dependerão mais de sistemas de distribuição.

Como em todos os projetos colaborativos, este também depende da participação dos artistas. E o pagamento, é claro, poderá ser realizado utilizando criptomoedas.

 

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