Qual a diferença entre bitcoin e blockchain?

O que veio primeiro: o ovo ou a galinha? O blockchain surgiu como a base tecnológica totalmente criptografada que dá segurança às transações com criptomoedas, entre elas, o bitcoin. Mas sua utilização vai muito além disso

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Sem o blockchain, não existiria bitcoin. As criptomoedas se apoiam nas cadeias de blocos criptografados para garantir que as transações sejam seguras – e, em qualquer troca comercial, a confiabilidade é a alma do negócio. Mas o blockchain não se resume a moedas virtuais. Essa tecnologia também pode ser usada para dar suporte a qualquer tipo de transação.

Blockchains são grandes livros virtuais de contabilidade, ligados entre si, e espalhados por todo o mundo. Não ficam num escritório central, nem estão armazenados num único conjunto de computadores. Por isso mesmo, não podem ser adulterados nem controlados por um único indivíduo, um governo ou uma empresa. No caso dos bitcoins, essa rede permite que as trocas de valores aconteçam sem a necessidade de validação de um banco central.

Foi para garantir essa independência, sem perder a confiabilidade, que Satoshi Nakamoto desenvolveu o blockchain. E, com base nessa tecnologia, criou e lançou o bitcoin, em 2008. Nakamoto dizia ser um homem, nascido em 5 de abril de 1975, que viveria no Japão. Mas nunca foi visto nem fotografado. Há quem desconfie que não era nem sequer um único indivíduo, mas sim um grupo de pessoas. O que se sabe é que Satoshi participou ativamente de fóruns online, para explicar e divulgar a invenção. A partir do fim de 2010, desapareceu completamente. Seu legado permaneceu.

Ao longo desta década, enquanto as criptomoedas começam a ser usadas em grandes volumes, os blockchains começaram a ser aplicados a uma série de outras plataformas comerciais. É, na verdade, uma tecnologia inovadora para qualquer tipo de troca. Por isso, sua aplicação vem sendo estudada para, por exemplo:

- Produzir contratos: Toda transação precisa seguir regras com as quais as duas partes estejam de acordo. E se essas regras fossem mantidas, ou mesmo alteradas com consenso das partes, em blockchain? Seria o fim dos intermediários e a garantia de clareza e transparência.

- Fazer controle de logística: Navios podem carregar contêineres cadastrados em sistemas de blockchain. Assim, vendedores e compradores teriam acesso imediato à localização e à entrega dos produtos. Também nesse caso, essa estrutura tecnológica eliminaria burocracia e intermediários.

- Garantir a origem: Cadeias produtivas disponibilizadas em sistemas de blockchain seriam facilmente rastreáveis. Assim o consumidor poderia conferir se está comendo um alimento realmente orgânico, ou se a joia que ele pretende adquirir tem diamantes contrabandeados.

- Conferir validade: Grandes redes de varejo começaram a usar o blockchain para conferir se estão comercializando alimentos dentro da validade, ou se as datas foram alteradas em alguma etapa do processo de compra, estoque, distribuição e comercialização.

- Vender bens: Tecnologias baseadas em blockchain garantem que o interessado em comprar um terreno, ou uma casa, ou um apartamento, ou mesmo um carro, confira, com agilidade, o histórico do bem e a situação da documentação e do pagamento de impostos.

- Enviar ajuda humanitária: Tudo o que é transportado por longas distâncias e passa pelas mãos de muitas pessoas está sujeito a fraudes e adulterações. Pensando assim, a ONU quer utilizar blockchain para garantir que a ajuda a países pobres chegue a seu destino.

 Esse é só o começo!

 

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