O be-a-bá do blockchain

Uma nova revolução tecnológica está em curso e vai transformar a indústria, os serviços e a vida de todos nós. É um movimento disruptivo e surpreendente. Conheça respostas para as seis dúvidas mais comuns sobre blockchain

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Houve um tempo em que as trocas de bens aconteciam pessoalmente. Você dava dinheiro, e em retorno levava para casa, por exemplo, uma sacola cheia de maçãs. O dono das frutas abria mão de seu produto, e você desistia daquele valor monetário específico. Mas o comércio evoluiu muito além disso. Ficou mais complexo, mais dinâmico, mas também mais frágil diante do risco de fraudes.

A era da internet, então, multiplicou as qualidades e as desvantagens do sistema. Hoje é possível importar maçãs diretamente do Chile, sem conhecer pessoalmente o produtor. Mas a transação pode, em tese, resultar no vazamento dos dados pessoais das partes envolvidas. É aí que entra o blockchain, o assunto que monopolizou as atenções no Fórum Econômico de Davos, este ano.

Não é por acaso que muitos especialistas dizem que o blockchain vai provocar uma revolução de nível global nos próximos anos. Trata-se de uma tecnologia, que já está em prática,  que permite comprar e vender, quase como se você estivesse pessoalmente diante da banca de frutas, mas em escala global. E, o mais importante, com a mais completa segurança.

Como toda nova tecnologia, ela pode parecer muito complexa, ou distante da realidade das pessoas comuns, mas não é. Se você negociou qualquer criptomoeda, já usou o blockchain e nem percebeu. Num futuro muito próximo, vários tipos de troca de bens, documentos, produtos e dinheiro poderão acontecer sobre essa mesma base tecnológica. Por isso, é importante entendê-la e se acostumar com ela.

 

1. O que é?

O nome em inglês já indica: cadeia de blocos. O blockchain é um sistema de contabilidade, capaz de gerenciar e validar transações. Mas os dados não estão alocados num único servidor. As informações ficam distribuídas por todas as máquinas que rodam o software do sistema. A cadeia é ampliada cada vez que uma transação acontece.

 

2. Como funciona?

Um conjunto de transações é armazenado num bloco, ligado ao anterior e ao próximo. Essa corrente é fortemente protegida por criptografia, o que resolve um problema antigo: as moedas virtuais de games, por exemplo, existem desde os anos 1990, mas são facilmente hackeadas. Já no caso do blockchain, quem monta esses blocos seguros são os computadores dos próprios usuários.

 

3. Quem são os intermediários?

Eles não existem, e esse é um dos aspectos mais revolucionários da tecnologia. As transações são validadas pela somatória dos próprios usuários, sem a necessidade de corretoras ou bancos. Com isso, desaparecem a burocracia e as taxas de manutenção. Fica tudo mais rápido, mais ágil – e mais barato. E ninguém é dono da cadeia, nem tem mais importância do que os outros.

 

4. Para que serve?

O objetivo inicial do blockchain era permitir que as criptomoedas existissem. Foi graças a essa tecnologia que o bitcoin surgiu, e é nela que todas as centenas de moedas virtuais se apoiam ainda hoje. Mas, em tese, o mesmo sistema pode servir para qualquer tipo de transação, e também para monitorar a origem e o transporte de produtos.

 

5. É seguro mesmo?

Totalmente. Para alterar um elo da cadeia, seria preciso ter um computador com capacidade maior do que a soma da capacidade de todas as máquinas que sustentam o sistema. Na prática, ninguém consegue entrar para, por exemplo, aumentar a quantidade de bitcoins que recebeu em uma determinada transação. Em tese, a segurança e a privacidade são totais.

 

6. Quem está usando?

Grande parte dos setores da economia que lidam com trocas de bens já aderiu ou está trabalhando em projetos-piloto. O mercado imobiliário, as companhias de transporte marítimo, os bancos, os produtores de alimentos, as grandes redes de varejo... Em poucos anos, o blockchain vai sustentar todos esses mercados, assim como a internet deu início a uma revolução nas comunicações.

 

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